Ernesto Geisel

Ernesto Geisel

Por Katherine Silveira

Ernesto Geisel nasceu em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, em 3 de agosto de 1907. Filho mais novo de alemães, teve seu ano de nascimento alterado para 1908, para não ultrapassar a idade máxima para admissão no Colégio Militar de Porto Alegre, o qual concluiu como o 1º da turma (1921-1924). Seguiu a carreira militar e participou de movimentos políticos, apoiando a Revolução de 1930, e em 1932 aliou-se às forças que lutaram contra a Revolução Constitucionalista de São Paulo. Foi casado com Lucy Geisel e teve dois filhos.

Foi militar brasileiro por toda sua vida até ingressar na carreira política em 1964, quando o presidente Castelo Branco o nomeou Chefe da Casa Militar de seu governo. Em 1946, foi nomeado secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, cargo que ocupou por um ano. Atuou na embaixada do Brasil no Uruguai (1947-1950) e também foi adjunto do Estado-Maior das Forças Armadas (1950-1952), subchefe do Gabinete Militar no governo Café Filho (1955) e chefe da Seção de Informações do Estado-Maior do Exército (1957-1961), cargo que exerceu juntamente como representante do ministério da Guerra no Conselho Nacional de Petróleo. Em 1967, chegou ao cargo de Ministro do Superior Tribunal Militar.

 O Brasil vinha do período mais difícil da ditadura, pois em 1968 havia sido publicado o Ato Institucional número 5, que suspendia direitos políticos, institucionalizava a censura e dava amplos poderes ao governo militar. O governo de Geisel ficou caracterizado pela abertura política, desde que fosse “lenta, gradual e segura”, e desestabilização da estrutura do regime militar à época predominante no país. Assim, em 1974, o governo permitiu a realização de propaganda eleitoral, proibida desde a edição do AI-5, e os candidatos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) à Câmara dos Deputados e ao Senado obtiveram uma grande vitória nos principais estados do país, aumentando consideravelmente a bancada oposicionista nas duas casas. No início desse ano, o prazo de suspensão dos direitos políticos dos primeiros cassados pelo AI-1, como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, havia expirado e, em 1975, teve fim a censura prévia ao jornal O Estado de São Paulo, medida estendida mais tarde a outros órgãos da imprensa.

Militares sob o comando do General Ernesto Geisel

Militares sob o comando do General Ernesto Geisel

Economicamente, Geisel criou o II Plano Nacional de Desenvolvimento para manter a economia aquecida pós-milagre econômico, porém sua política aumentou a dívida externa e a hiperinflação ajudou a intensificar os problemas monetários. Foi um desenvolvimentista, responsável por inaugurar as primeiras linhas de metrô em São Paulo e no Rio de Janeiro e por buscar novas fontes de energia, como o álcool. Geisel também foi o responsável por construir grande parte da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Seu governo foi também marcado pela criação do senador biônico, restauração do habeas corpus e aumento do mandato de presidente de 5 para 6 anos.

Seu mandato foi encerrado em 15 de março de 1979. Em junho de 1980, tornou-se presidente da Norquisa-Nordeste e do Copene (Conselho de Administração da Companhia Petroquímica do Nordeste). Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1996, vítima de câncer.

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